domingo, 23 de agosto de 2009

caosdequem?

eu não sei
porque é que eu fui nascer
eu não sei
porque é que eu vim de lá pra cá
eu só sei que agora eu vou ficar
s ó
p r a
d e s e s t a b i l i z a r
aaaaaaaaarrrrrrrr
arrrrrrr
rrrrrrrrrrrrr
abre a boca
meu dente não tem origem
toca a campanhia
agora arranha
arranha unha
arranha guela
toca a companhia
sou só coração
e eu me sinto assim, gostando até o fim

sabe o que é que a gente faz quando a gente não quer fazer nada?
olha, beija, pisca
silêncio enquanto penso
barulho enquanto durmo
a gente bebe bebe bebe bebe
e fica loco
e fala mal dos otro
eu vo é faze nada
nanananananananada

a gente liga pra alguém e pergunta como é que vai com quem..........................?

veio um
querendo me comer
veio dois
querendo me amar
mas o três veio logo me dizer:
ponha-se no seu lugar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

eu cheguei querendo só mamar
mas me tiraram pra dançar
eu dancei
depois que eu comecei
não conseguia mais parar
mais parar
mais
is
ma
ma
is
i
s
m
a
a
a
a
a
a
a
a
a
eu respondi: não vim pra responder!

hoje eu não vou fazer nada

eu já fui eu
agora eu sou você
equilibrando o habitat
e eu me sinto até, tudo o que vier

só quem viveu lá é que sabe

é como descobrir o novo de novo
sempre se sabe

o seu chão macio
o vento a brisa o ar
o arrepio

tá guardado a sete chaves

[na medida do impossível
veja tudo como é]

meio eu
meio fitz
meio ana
meio klimt
meio cañas
meio poli
meio espelho
meio são paulo
meio lobato
meio ella
meio corpo
meio alma
meio deus.

domingo, 9 de agosto de 2009

scat singing.

me dá só mais cinco minutos de você?
mesmo que eu te esqueça, me ame. mesmo que eu minta, se engane. é impossível, eu sei.
você não é daqui. eu não sou daqui.
brasília anda me corrompendo e eu ando adorando. e sobre aqueles outros?
foram tantas muitos muitos tantas tantas tantos que eu faço amor todo dia. me sinto dando prazer ao mundo. masoquismo de leve.
que mundo é esse que me corrompe e eu gosto?
é como se você nunca existisse. fiquei de quatro durei demais. queria tanto não quero mais. como o salário do fim do mês. o telefone é meu. a geladeira é sua. obrigado por ter se mandado.
ela é de delicadeza às oito e de ardência às duas. mas na verdade te quero à noite, se possível naquele horário da tremedeira na perna. você me lembra? poros abertos, boca salivando, olho de veia. pausa na boca macia e roxa. eu te lembro até dia dezoito. e caso eu te seduza, é só um pouco de atenção. minha fuga é a pé. ninguém pode saber. ah menina, se pudesse te levava nas costas. 90% cotton. tonta de tanto embalo num estalo desmaiou. haha. vou parando por aqui. porque na verdade ficaria até amanhã.
se a gente casasse não precisava nem mudar o nome.
caso eu me atreva, por favor, me beba. sobrou uma gotinha aqui. vem que meu sangue tá docinho. o gozo que gosto tem?
prova um dedinho.


C. L.
A. C.
F. R.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

improviso rouquidão.

aprendendo a amar a gente vai. amando. qualquer coisa que seja. uma duas três e a última e depois a única. aprendendo a amar a gente vai quebrando todos os ossos da cabeça e depois percebe que o amor não precisa de cabeça. o amor só precisa de cabeça! meu coração tá quebrado. não. meu coração tá derretendo. não. meu coração tá latejando. não. meu coração é um balde vazio. não. meu coração é um pedaço de carne. não. meu coração é meu. meu coração vagabundo. joe cocker cantando cry me a river me lembra daquele rio. aquele rio que eu chorei e que virou poça d’água. cor de vermelha. na boca na unha no sapato na pulseira. eu você e as escalas do piano. jazzísticas. uma taça vazia. passeando pela route sixty six. teu cabelo teu colo meu pé. um beijo. tenho medo de me tornar. o que se esconde sob o meu nome. embaixo do nome no subsolo do nome – sailormoon. olha o meio silêncio ali. a metade de tudo. eu chamo deus de tu porque deus é meu amigo. tá escutando? tu tu tu...deus? não, é hilda. pequeno museu sentimental. ter os fios de cabelo religados. os dedos religados. ela segura uma pomba. a outra voa. ela é o amor. tudo faz sentido na rússia. e eu canto. a gente improvisa. a tua voz a tua garganta o teu soluçar. tudo teu. eu amo a dureza do osso da minha cabeça. eu amo você. ai. pensamento sem razão. procurei um esconderijo. achei um abrigo. o nome com música. o nome com o meu. teto pra desabar. a gente pra construir. calma.
pra contar nos dedos.

C. L.
A. C.
F. R.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

da menina para ela mesma.

dia quatro de agosto de dois mil e nove, uma e cinquenta e seis da madrugada, ao som de minha querida madeleine (parceira de cenas - aquelas de café de esquina - e amores), começo você.
outro, novinho em folha.

hoje não bebi, não dormi além da conta, comi comida de verdade e vendi sorrisos.
gargalhar é coisa de desesperado, então a gente sorri, não é?
confesso que gargalhei um pouquinho.
fumei um pouquinho.
desobedeci um pouquinho.
planejei o futuro um pouquinho.
dei uns beijinhos também.
mas juro que foi tudo bem pouquinho.

hoje eu tô me amando muito. na verdade me apaixonei por mim no momento que acordei e me vi toda descabelada e cheia de remela. o que eu podia fazer, quebrar o espelho?
de maneira nenhuma. me apaixonei por ele também. um pouco narcisa, mas por hoje passa.
até porque não foi só por ele que me apaixonei. a minha cama tava mais macia do que nunca, o armário da cozinha mais branco que o normal e meu pé de pimenta cresceu uns três centimetros de ontem pra hoje. sem exagero.

ah.. esse tal de amor!
aquele negócio que vai da ponta do pé ao fio de cabelo e a gente fecha os olhos e já pode morrer.
divino.
[A.C.]

então, vou indo e deixo você com o primeiro.
mas você sabe, virão os segundos e os terceiros e os quartos...
talvez eu já esteja lá longe.
talvez não.
é...
na verdade você não sabe.

um beijo da mãe, do pai, do irmão, da filha e uma lambida do mais novo membro da família.
boa madrugada!