segunda-feira, 3 de agosto de 2009

da menina para ela mesma.

dia quatro de agosto de dois mil e nove, uma e cinquenta e seis da madrugada, ao som de minha querida madeleine (parceira de cenas - aquelas de café de esquina - e amores), começo você.
outro, novinho em folha.

hoje não bebi, não dormi além da conta, comi comida de verdade e vendi sorrisos.
gargalhar é coisa de desesperado, então a gente sorri, não é?
confesso que gargalhei um pouquinho.
fumei um pouquinho.
desobedeci um pouquinho.
planejei o futuro um pouquinho.
dei uns beijinhos também.
mas juro que foi tudo bem pouquinho.

hoje eu tô me amando muito. na verdade me apaixonei por mim no momento que acordei e me vi toda descabelada e cheia de remela. o que eu podia fazer, quebrar o espelho?
de maneira nenhuma. me apaixonei por ele também. um pouco narcisa, mas por hoje passa.
até porque não foi só por ele que me apaixonei. a minha cama tava mais macia do que nunca, o armário da cozinha mais branco que o normal e meu pé de pimenta cresceu uns três centimetros de ontem pra hoje. sem exagero.

ah.. esse tal de amor!
aquele negócio que vai da ponta do pé ao fio de cabelo e a gente fecha os olhos e já pode morrer.
divino.
[A.C.]

então, vou indo e deixo você com o primeiro.
mas você sabe, virão os segundos e os terceiros e os quartos...
talvez eu já esteja lá longe.
talvez não.
é...
na verdade você não sabe.

um beijo da mãe, do pai, do irmão, da filha e uma lambida do mais novo membro da família.
boa madrugada!

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