aprendendo a amar a gente vai. amando. qualquer coisa que seja. uma duas três e a última e depois a única. aprendendo a amar a gente vai quebrando todos os ossos da cabeça e depois percebe que o amor não precisa de cabeça. o amor só precisa de cabeça! meu coração tá quebrado. não. meu coração tá derretendo. não. meu coração tá latejando. não. meu coração é um balde vazio. não. meu coração é um pedaço de carne. não. meu coração é meu. meu coração vagabundo. joe cocker cantando cry me a river me lembra daquele rio. aquele rio que eu chorei e que virou poça d’água. cor de vermelha. na boca na unha no sapato na pulseira. eu você e as escalas do piano. jazzísticas. uma taça vazia. passeando pela route sixty six. teu cabelo teu colo meu pé. um beijo. tenho medo de me tornar. o que se esconde sob o meu nome. embaixo do nome no subsolo do nome – sailormoon. olha o meio silêncio ali. a metade de tudo. eu chamo deus de tu porque deus é meu amigo. tá escutando? tu tu tu...deus? não, é hilda. pequeno museu sentimental. ter os fios de cabelo religados. os dedos religados. ela segura uma pomba. a outra voa. ela é o amor. tudo faz sentido na rússia. e eu canto. a gente improvisa. a tua voz a tua garganta o teu soluçar. tudo teu. eu amo a dureza do osso da minha cabeça. eu amo você. ai. pensamento sem razão. procurei um esconderijo. achei um abrigo. o nome com música. o nome com o meu. teto pra desabar. a gente pra construir. calma.pra contar nos dedos.
C. L.
A. C.
F. R.

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